4.6.08

A chocar, chocar, chocar...

retirado de elotopia.net

Dias 28 de Maio e 3 e Junho foram dias de consulta: o 1º ainda no Espaço Fertilidade, o 2º já na Maternidade Daniel de Matos.
Ok, foram também dias de mudanças de lua, mais uma razão para estar "alerta" quase as duas noites inteiras que antecederam as consultas...

Dia 28 ía animada, convicta que não estava ainda o parto para os dias seguintes, caprichei um pouco na roupita e na aparência em geral e aí fomos nós em ambiente de boa disposição.
A Dr.ª Elvira gostou do que viu (inclusivé a minha maior tranquilidade/segurança) e só foi "mazita" no toque, pois tenho o colo do útero posterior.
Análise urina ok, dúvidas e questões e mais uma sintonia: nem eu nem ela estamos com pressa que a bebé nasça, por isso "Deixe-a lá estar, que a Maternidade está em obras e estamos com menos camas!"
Ficou nova consulta marcada para dia 3, já na DM (pois ela estaria de serviço) e uma análise a uns streptoccocus malandros que fomos entregar de imediato e ficámos de levantar dia 3, antes da consulta... ou antes, quis ça?!

A semana decorreu bem. Com umas noites melhores que outras em termos de sono e dorzitas pelos tendões do útero, dei algumas voltas, comprei a faixa pós parto, vimos cortinados para o quarto da piolha, estivemos com amigos, almocei com os meus Pais, falei com um enfermeiro obstetra e fiquei um poco mais aliviada com algumas questões (a sua disponibilidade ao telefone e, se der no momento, será total para me acompanhar no TP), ri a bom rir com o que considerámos um exagero na partida da Selecção de Poretugal para a Suíça e dei muito, muito miminho à minha filhota e à minha barriga.
Quase todos os dias tirava nem que fosse 1 foto, pois nunca sei quando será o último dia desta gravidez.

Na 2ª feira( dia 2) começou o nervoso miudinho: consulta no dia seguinte, na maternidade, ficar já por Coimbra? Haverá alguma dilataçãozita? Já pesa tanto, a catraia! Ai, ai!
Resultado: encafuada em casa todo o dia, a matutar, a acalmar, a "navegar" um pouco pela net, a pensar, pensar!

E dia 3 lá fomos nós, ainda aqui a minha pessoa gravidola.
Andei pela casa a vaguear e a fazer as coisas muito devagar, não só pela falta de agilidade, mas porque parecia que sentia que já não voltaria a ela grávida.
Voltei a "pôr-me bonita", estava um sol lindão e aí fomos nós.
Chegámos mais tarde do que tinhamos previsto na véspera, a consulta demorou mais porque envolveu registo (coisa que me stressa por um lado, sempre que vejo algo que me parece possa ser menos bom), a análise ao bichinho deu negativa e na observação aí vai a miúda passar por 3 "enfiadelas de mão", pois a médica não conseguia chegar ao fugidio colo posterior.
"Relaxe!"
"Ok, ok. Peço desculpa! Deixe-me só respirar fundo!", respondi entre a 2ª e a 3ª tentativa de toque.
Mole, curto e fechado. Imprevisível, portanto, se a minha filhota se vai manter cá dentro, feliz e contente, até sábado (que é quando a médica está de serviço todo o dia).

No máximo, na próxima 3ª feira, dia 10, tenho de lá voltar, depois de ela entrar de serviço, às 21h.

Mas o meu instinto diz-me que até lá temos filhota cá fora.
Quero muito, e acima de tudo que ela esteja bem, mas a verdade que lá vou falando com ela a tentar que aguarde até sábado.
Sinto outra confiança e já algum à vontade com a Dr.ª Elvira e acho que serei mais bem compreendida se lhe pedir para não me acelerarem o parto ou enfiarem demasiado cedo na sala de partos. Pelo menos assim vou acreditando que será se for ela a acompanhar-nos.

Na 3ª à noite vi que tinha uma bela manchoca castanha na cueca e vai de dizer sozinha "Pronto!" e, com alguma calma, pensar no que fazer, decidir não ligar logo ao maridão, pensar num banho e em comer primeiro e ligar a uma amiga.
Assim foi: da amiga, liguei à enfermeira amiga da DM e daí à médica, que me confirmou ter sido da observação. Ambas me reforçaram para estar alerta para outros sinais e cá estou: alerta!
Ontem quase nada a declarar, hoje uma micro-gelatina suavemente acastanhada. Será o rolhão?
O facto é que tencionava passar a tarde deitada (para não forçar nadinha, com os olhos postos em sábado!!), mas não parei quieta todo o dia. Roupas, louça, arruma, leva, traz, baixa, levanta, banhoca, net, tirar mais umas medidas, comer, sei lá!

Sinto o peso maior, parece-me que a barriga está um pouco mais descida e por vezes pareço não distinguir entre a E. (nome provisório? Daí ainda não o escrever!) a mexer ou o útero a contrair.
Após o almoço não me apetecia nada que o maridão fosse trabalhar!
Queria-o aqui comigo, nestes que sinto serem os últimos dias (horas?) de grávida.

Entretanto, vem uma amiga passar um pouco. Por incrível que pareça, nem sei se me apetece ou não: sei que me apetece estar no ninho, a chocar, chocar, chocar... ao mesmo tempo que na esperança de que nasça só sábado, corra tudo bem e o sol continue a brilhar nas nossas vidas!

26.5.08

Estamos bem!


Sim, estamos bem!
Depois daquela semana agitada, outra se passou em que a harmonia e a serenidade voltaram, pé ante pé, a surgir.

A consulta correu bem (a saber: eco confirmou rim dilatado, mas se sem dores é natural desta recta final da gravidez e observação com a minha médica deu "colo do útero mole e fechado").
Cantou-se na viagem para lá (havia esperança de estar tudo bem e voltar para casinha) e no regresso!

Nessa tarde "aventurei-me" no meu bólide e fiz algumas coisas pendentes (não muitas, é verdade!!): enviar um mimo a quem já me enviou o pano porta bebé (é lindo, lindo, lindo e anseio usá-lo, com a catraia lá dentro, de sorriso na cara) e comprar mantimentos para a casa, a que juntei a banheira para a piolha (havia algumas pessoas que podiam emprestar, mas tiveram alguns precalços e comprei uma bem simples, cor-de-rosa, com um tripé branco de metal. Dá para encaixar na nossa banheira, não é "mini", nem tem muda-fraldas. Essa parte adapta-se em cima da cómoda, que tem a altura ideal).

Bom, na 4ª o rim voltou a dar sinal, mas decidi não entrar em parafuso, nem ir a nenhum hospital, muito menos ficar internada: Urologista fora do país, ligo à médica. Ok, fazer a medicação via oral 3 dias e cá estamos: sem dores e sem estadias em "hotéis" :O)
Ainda deu para saborear um pouco mais os primos que cá estavam (a piolha deles fez 1 ano nesse dia e foi muito bom) e que se íam embora no dia seguinte

Entretanto, tenho aproveitado para descansar bastante e, pelo meio, mandar uns "ais!" com as tropelias que a filhota cá faz dentro e se reflectem em tudo quanto é órgão, osso, músculo ou cartilagem.
Nem sempre é fácil dormir, com o corpo a doer, os ligamentos a queixarem-se, a aziazita, a cabeça a pensar e a pensar e as idas mais que frequentes à casa de banho. Mas se não é à noite, dorme-se de manhã, como hoje, ora pois. O importante é conseguir e não voltar a ficar exausta como naqueles dias.

No feriado e no fim de semana aproveitei bem o maridão: caminhámos um bocadito, estivemos com amigos, fomos ao lançamento do livro de um amigo, almoçámos em casa dos meus Pais, arrumámos mais algumas coisas cá em casa, recebemos amigos (coisa simples e casual) e... montou-se a caminha!

Esta semana temos consulta 4ª feira (dia de mudança de lua..., o que me deixa no mínimo curiosa!!) e vamos lá ver o que diz a médica em relação à DPP: se se mantém ou não.
Acima de tudo desejo que o parto corra bem e que estejamos os três de saúde. Se lhe puder juntar o já estar em Coimbra e evitar a viagem em TP, ora vamos evitar, pois claro! Logo se vê!

Entretanto, está um dia chuvoso e parece-me que ficarei por casa. Vou fazer a cama da filhota, arrumar mais algumas pequenas coisas, ler e tratar de assuntos de trabalho pendentes (engraçado como deixo isto para o fim...).

Espero que a catraia (sim, ainda não está o nome decidido...) continue a gostar do tratamento que tem cá dentro e continue a crescer bem e mexerica, até decidir que está "madura para colher".
Ando meia fisgada com as mudanças de lua... Dia 28, dia 3 (lua cheia!), dia 10 e 18. Será?

O maridão ri-se cada vez mais com as minhas figurinhas a calçar (e ajuda!), a virar na cama, a agarrar coisas do chão e fica fascinado a olhar para o tamanhão da barriga! Faz humor e dá amor, o que é saboroso demais e me faz dizer-lhe, às vezes: "Ai! Não me faças rir... Não vês que dói?!". Depois lá olhamos um para o outro e "escangalhamo-nos" os dois.

Ontem, ao deitar, disse-lhe: "Os nossos dias a dois, cá fora, estão por pouco. Estás preparado?"
E ele, que anda a ler "O Grande Livro da Criança" (sim, eu já li grande parte há mais tempo e agora ando pelo "Rio das Flores" - assim se desfaz a incógnita do outro post!), respondeu que sim, que nos vamos preparando, como toda a gente.
É tudo tão novo, tão belo e com friozinho na espinha, ao mesmo tempo!
Como dizia ontem o nosso amigo "Está quase: TIC-TAC, TIC-TAC!"

Mas o maridão continuou e referiu um comentário tido com esse amigo que veio ajudar a montar a cama. Percebi que tinha havido "conversa de Pais-Homens" e achei delicioso, até porque gosto muito da "filosofia de vida" daquele casal e acho que dão uma educação e um amor fantásticos ao catraio de 5 anos que já têm e darão, concerteza, igual ao que vem a caminho (2 mesitos atrás da nossa).

Bom, e há dias, a ver uma série no Canal 2:, deparei-me com uma cena que me levou às lágrimas: um casal a tentar, uma de muitas vezes, engravidar no dito período fértil. Os comentários de cada um, as expressões, a situação toda em si, fez-me levar de imediato a mão à barriga e acariciá-la muito, grata, muito grata!
Enquanto as lágrimas me corriam, revivi na pele o sofrimento e o desespero daquela fase, lembrei a mana e a amiga "de carne e osso" e lembrei-me de muitas de vós: umas já com os catraios ao colo, outras a aguardar, outras em busca. Senti uma quasi-vergonha por me queixar destas "niquices" de final de gravidez e apeteceu-me pedir desculpa, nem sei ao certo a quem. Depois, rapidamente percebi que cada fase é uma fase e que em todas elas temos direito a sentir!

Desejo que sintam o que sinto actualmente, muito em breve, e se queixem destas pequenezas que fazem da gravidez o que ela é: uma gravidez, nos nossos casos extremamente desejada!

19.5.08

A semana passada


A semana passada foi uma verdadeira odisseia ou, pelo menos, sui generis.

Deito-me no domingo bem disposta, feliz por fazer anos no dia seguinte e ter comigo os melhores presentes possíveis: o nosso bebé, o meu maridão, a família mais próxima (apesar da mana estar a milhares de kms, está sempre aqui juntinho ao coração!) e bons amigos!

E assim foi, mas fui surpreendida logo no início da madrugada por uma dor violenta no rim direito e a urina extremamente escura.

Dia de anos passado a ligar à médica, a ir às urgências à Daniel de Matos (Coimbra) e a regressar um pouco melhor e medicada. Bolo com família depois do jantar e "Agora vamos lá todos dormir, sff!".
Passa em 24h, ok. Não passa, internar.
Passou (ou aliviou muito), mas na 3ª à noite a dor volta estupidamente forte: urgências daqui e noite a soro com medicação. 4ª de manhã eco aos rins (confirmou-se estarem dilataditos, principalmente o direito) e o médico diz-me não poder ser seguida em 2 lados:
- Quando tem consulta?
- Por acaso hoje, em Coimbra.
- Então vá e a sua médica que decida.

Consigo dormir 15 minutos, pois estava exausta de 2 directas e a cabeça já não conseguia pensar, nem o coração sentir excepto medo (muito!) e angústia.
Na consulta é-me dado a escolher regressar com medicação ou ser feito um telefonema para a Daniel de Matos e ficar internada. Não consigo decidir! Sinto-me insegura se regresso a casa, mas ficarei sozinha e longe se ficar internada. Só consigo chorar e soluçar, qual criança.

Opto por ficar e, nas urgências de lá, a médica que me atende surpreende-me com um toque brutal que me faz literalmente trepar pela marquesa e concluiu com: "Mas isto está para nascer! A cabeça está já aqui, o colo muito curto. O marido está? Ele que traga a mala. Preparam-na?!"
No desgaste físico e psicológico em que me encontrava, sem sintomas de trabalho de parto, tremo por todo o lado, suo fortemente e desespero um pouco, incrédula, só conseguindo dizer vezes sem conta "Mas como? Como?"

Bom, 4ª à tarde sou internada, 6ª tenho alta e nos registos nada de sinais de trabalho de parto: Safa! Estava a iniciar as 36 semanas. A data prevista é entre 12 e 16 de Junho, sentia-me perdida e pega de surpresa. Parecia que tinha levado uma estalada valente!

A medicação no soro fez efeito, senti-me cada vez melhor e lá fui conseguindo descansar um pouco na1ª noite e umas horas seguidas na 2ª.

Custou muito não ter o maridão ao lado todo aquele tempo e... estar constantemente a pensar:
"Será que é agora?"
"Sinto-me tão húmida: será que me estão a rebentar as águas?"
"E se entro em trabalho de parto e é de noite, sem a minha médica cá nem o maridão?"
"Como irá correr?"
"Sairei daqui de barrigota ou de filhota ao colo?"
"Estou preparada para parir?"
"Que me vão fazer?"

Na 6ª a bendita alta e o regresso a casa.
Dois dedos de conversa com a minha médica que se apercebe da minha fragilidade emocional e, enquanto me chama à atenção para ela, me aconselha tomar um ansiolítico e uma boa noite de sono.
Acrescenta que "Há médicos mais apressados que outros!", quando lhe falo do susto que apanhei quando dei entrada. Fico mais sossegada, mas a senti-me uma infantilóide que não soube lidar com um imprevisto e é apanhada nesse medo.

Entretanto tenho dormido bem e começo a recuperar a minha sanidade mental (será?!).
Tenho feito por esquecer o "veredicto" da tal médica e relaxar até à data prevista de parto, pois dei-me conta do pavor que tenho do parto, ou melhor, de entrar em trabalho de parto a dezenas de kms de distância, de poder não ter a minha médica por perto e de só deixarem o meu marido acompanhar-me após os 3 ou 4 cm de dilatação.

Se me pudessem garantir que essas condições estavam reunidas, o pavor passaria a receio, mas não podem!
Amanhã voltamos a Coimbra: eco renal e consulta com a minha médica.
Espero regressar a casa tranquila e sem me sentir uma menina mimada e indefesa e ainda ir à consulta do dia 28 com a minha pimpolha na barrigota, mexerica e a crescer, e serenidade na alma e no coração.

Bom, e fica o desabafo!
Bons sonhos, que já é tarde!

10.5.08

Lado a lado...






... cada um em sua mesa de cabeceira.
Quem lê qual?

Apeteceu-me!

3.5.08

Comentários


Os comentários são das coisas mais curiosas, mas também irritantes, durante o período de gravidez.
Tantas vezes desadequados ou intrusivos, tantas vezes inapropriados ou dispensáveis, deixam-me com uma sensação de "propriedade pública" que me desagrada e me irrita.

Já não desenvolvo a questão de tantas e tantas vezes, pessoas que praticamente não conhecemos e com quem tão pouco nos cruzamos, chegarem junto a nós e, sem uma palavra, começarem logo a esfregar-nos a barriga e ficarem assim, a seu belo prazer, o tempo que lhes apetece.
Já o contrários, os amigos e os conhecidos que nos perguntam "Posso?" com um sorriso e nos afagam a barriga com muito carinho, é delicioso de saborear!

Voltando aos comentários!
Deparei-me logo nos primeiros meses de gravidez com comentários sobre o parto, o sofrimento, as dores, etc.
De seguida vieram os 500 mil palpites sobre ser menina ou menino: uns baseados na intuição "que nunca falhou", outros no formato da barriga, outros ainda no estado da pele ou no facto de não ter enjoos.
Bem, pelo meio oiço comentários das mais diversas situações relativas à gravidez, mas ultimamente o "prato do dia" são:
- "Vai(s) ver que ainda vai sair menino! Aconteceu à não-sei-quantas blá blá blá..."
e
- "Não sejas burra: pede cesariana, que não sofres nada e eles saiem perfeitinhos, sem sofrer!"

Ora bolas!
Quem pediu sugestões? Quem quer andar agora a pensar se é um ou uma filhote/a que tenho aqui a crescer dentro (e com a mania de aleijar nas costelas?!)? Quem quer andar a matutar no parto e tipo de parto mais do que já ando? Se vai ou não correr bem? Etc, etc, etc. EU NÃO!

Depois de me informar bastante sobre a gravidez e o parto (informação que já tinha de qualidade e fidedigna antes de engravidar e que tenho vindo a consolidar e acrescentar), parece-me que as minhas decisões só terão que ser respeitadas e nada me deverá ser imposto, a não ser que seja para salvar uma ou as duas vidas.
É que ninguém me pergunta o que desejo e respeita o que eu poderia responder, se mo perguntassem. Simplesmente despejam-me o que desejam para si mesmas, caso voltassem a engravidar e parir.
E não se poupam aos pormenores que impressionam e nos deixam a pensar. Parece que há uma necessidade que impera em mostrar que foram muito corajosas, ou melhor, as mais corajosas e sofredoras, e conseguiram.
Para mim, Mãe corajosa é toda a Mãe que tenta e faz por dar o melhor ao seu bebé, consciente e informada.
Para mim, o respeitinho é muito bonito e eu gosto e as opiniões também se respeitam, logo as pessoas... ou não.

Bom, estava-me a concentrar mais no parto. Agora vou à questão do sexo do bebé.
Parece não haver um dia em que saia à rua e me cruze com alguém conhecido sem ouvir histórias em que "Tinha tudo azul e nasceu uma menina." ou "Lá andou o miúdo de cor-de-rosa e tiveram que trocar várias coisas".
Em nada me incomoda ter um filhote rapazola e a felicidade é, inquestionavelmente, igual. Isso nem se questiona, caramba!
O que me incomoda é o que me parece ser um prazer quase imperceptível em quem emite os comentários ao ouvir-me dizer "Bem, para mim é igual. Saudinha é que é importante! Ía ficar com as antenas meias trocadas no momento, mas só isso!" e nota que fico um pouco baralhada logo naquele momento.

Hoje foi um desses dias e, no final, tivemos o jantar do meu afilhado. Quem tinha de atirar um comentário prescindível? A minha sogra!
"Eu ainda me ía rir se nascesse um pilas!"
A minha questão é: Porquê? Qual o prazer que a senhora tem em fazer um comentário destes a rir de prazer? Dá-lhe gozo porquê?
A minha resposta foi a mesma de sempre, mas senti que havia ali quase que um "medir de forças" ridículo, como se cada uma defendesse a sua bandeira, o que não faz sentido algum!
Tem vontade de ter um neto? Tem frustração por não ter tido uma menina, como já mo disse em tempos idos? Sabe mais do que as ecos? Se assim for que mo diga claramente que, se eu acreditar, vou já trocar uns babygrows e pensar a sério em nome de rapaz.
Não me faz sentido e, pior que isso, confunde-me! É difícil de perceber?!

A questão do sexo do bebé é algo que já me angustiou há uns meses (não por ter preferências, mas por ter havido mudança no palpite e pelos comentários absurdos - outra vez os comentários! - que ouvi.
Ainda hoje digo ao maridão que só saberei se é menino ou menina quando nascer, mas estou "sintonizada" para rapariga. E é nesse sentido que procuramos um nome (tarefa difícil cá por casa, mas onde se começa a fazer luz).

Bem, o desabafo está feito!

A mexerica está em grande actividade enquanto escrevo e a barrigota cada vez maior e mais redondinha.
O prazer de a sentir é imenso, indescritível. A ele junto as queixas que vou fazendo de já não dormir decentemente, estar quase impossível lavar os pés no banho e calçar e as costas terem começado a doer a sério.
Mas isso, são queixinhas que só não calo porque fazem parte, como todo o amor e felicidade que sinto. Não se sobrepõem, não!

28.4.08

OBRIGADA!



Hapiness

Na 5ª feira o dia terminou em beleza e foi também assim que vivi todo este fim de semana: com uma linda barriga enorme, mas leve como um passarinho - NÃO TENHO DIABETES!

As senhoras do laboratório decidiram pregar-me um grande susto e, tanto por telefone, como pessoalmente, aconselharam-me a falar com a médica com a maior brevidade.
Chorei baba e ranho, solucei como não o fazia há uns tempos e quando, finalmente com o resultado das análises na mão, ligo à médica, venho a saber que "Está tudo bem!".
Dito o 1º resultado. "Normal."
Digo o 2º. "Normal."
Vou ao 3º. "Normal."
Sai-me da boca o 4º e último, que me é pedido para voltar a dizer. "Normal. Está tudo normal!"

"Como? Como é possível?". Abrando a minha angústia e conto, muito resumidamente, o que me disseram do/no laboratório.
Diz-me que os resultados de uma grávida não podem ser lidos como os de uma mulher não grávida (claro! No laboratório não sabem isso?!) e venho a saber que os meus resultados, até para não grávida, estariam no limiar do considerado normal.

SAFA!! O alívio é grande, imenso. Um turbilhão de emoções toma conta de mim e choro, mas choro de alegria e felicidade.
Está um calor abrasador e eu metida no carro, estacionado à pressa, penso, faço e sinto tudo aquilo a que tenho direito, sem reparar em quem passa. Choro a rir claramente, limpo as lágrimas às mãos (não, não há lenços por perto!), rio e sorrio, suspiro, ponho a cara entre as mãos e passo a mão pela cara, sei lá!
"Ligar ao maridão! Ligar ao maridão!", penso e pego no telemóvel. Tinha-o posto em "estado de sítio" meia-hora antes, tal a angústia que me ía nas palavras e a intensidade dos soluços no choro.

De seguida, dou um beijo repenicado na bochecha da minha Mãe (que curiosamente estava comigo naquele momento) e acabo por ligar à mana, mesmo do telemóvel. Que se lixe os euros que gaste: estou feliz e preciso transmitir-lho rapidamente (a ela, que passou a manhã a enviar-me sms de força e companhia para o laboratório e que eu tanto amo!).

Leve e sorridente, sigo o meu dia e vou trabalhar.

OBRIGADA!!!

23.4.08

Diabetes?

Consulta hoje à tarde.

Quase uma hora e meia lá dentro: em consulta e na conversa (o que o maridão considerou sem nexo e a mim me fez todo o sentido e deu o empurrão para me sentir bem mais próxima da médica).

Confirmação de que a eco está boa, as análises no global também, a análise da urina da manhã 5 estrelas, mais umas questões de um lado e de outro, pesar (não engordei desde a última consulta, o que resultou em analisar se me ando a alimentar bem - quem me conhece sabe que sim e que dietas não é comigo, mas o maridão lá aproveitou para debitar as suas teorias alimentares bastante rígidas e "fazer queixinha" dos meus pequenos-almoços), ouvir a pequenota e o seu "coração forte", confirmar que está com a cabecita para baixo (boa, filhota!) e saber que o que pensava por vezes ser a sua cabeça contra a barriga é o rabiosque (a malandra!), medir barriga, trocar ideias e tirar dúvidas.

O único possível senão: a 1ª análise que fiz à glicémia (rastreio de diabetes) indica fazer nova análise, agora mais completa e com a maior brevidade possível, a fim de confirmar ou não...
Ainda do consultório, liguei para o Laboratório e amanhã lá estarei às 08:30 para 1ª recolha de sangue. Depois seguir-se-ão 3 horinhas, com recolha de sangue de hora a hora.
A médica explicou que pode dar negativo, mas o receio está cá. Não bateu com muita força na hora, de tal forma ela tranquilizou e desdramatizou, mas com o passar das horas e o deixar de estar tão distaída (lanchámos, demos 2 voltas ao estádio para "desenferrujar" e aproveitar o sol antes de fazer a viagem de regresso e falámos durante toda a viagem), o medo começa a tomar conta, pé ante pé, aqui da minha pessoa.

Parece que quando estou "desprevenida" alguma coisa acontece e a minha mais-ou-menos tranquilidade assusta-me. Cabecinha complicada, safa!

As 22h foi a hora limite para ingerir qualquer alimento. Até amanhã, pelas 12h, não há cá comidinha para ninguém e, é incrível, mas esta proibição dá-me uma fome grotesca. Espero não me enganar e ir, meia a dormir, atacar o frigorífico ou a despensa...

Espero, acima de tudo, é que o resultado da análise seja que está tudo normal... mas tenho medo! E quando escrevo esta palavra, ele aumenta. É bem verdade: sem estar obcecada, tenho medo, medo, medo!!! Bolas, quem estou eu a tentar enganar? O meu cara-metade, que prefere que eu não fale do assunto e aguarde, nas calmas? Bolas, apetece-me dizer a toda a gente o receio que tenho, o medo que se está a apoderar de mim.

O resultado dão-mo ainda amanhã (6ª é feriado) e ligarei à médica a dar-lho.
Tenho ideia que, se for positivo, deverá ser controlável (ou espero eu!), mas sei que não é nada bom e tem as suas implicações. Como tenho receio de uma gaita dessas a esta altura do campeonato!

Amanhã já sei. A ansiedade, a espera, fazem-me tão mal, caramba!

17.4.08

Grateful & Sisters by Heart

Grateful

Antes de mais... Obrigada pelo vosso carinho!
Hoje estou valentemente mais descansada: a eco de ontem correu bem, assim como a viagem e a companhia. Ah! E ainda tive direito à visita relâmpago de uma grande amiga/colega, lá no Espaço. Soube muito bem!

O suspense, durante a ecografia, foi uma constante. A testa franzida, a pensar no maridão, a olhar para a minha Mãe, a tentar perceber o que estava no écrã, a sorrir quando percebia, a deixar as lágrimas correr quando vi a carita. A aguardar que a médica terminasse e quebrasse aquele silêncio, com boa notícias.
De cabecita para baixo, tudo está bem!!! "A nível de gordura, um bocadinho abaixo da média, mas tudo bem!" e eu a conter as lágrimas que, nessa altura, eram de pura de felicidade. A Dr.ª Lubélia (médica que fez a eco) explicou que cerca de 40% das mulheres tem a placenta anterior (à frente) e que o cuidado a ter é com eventuais pancadas. A forma como o disse (também ela é ginecologista-obstetra) ajudou a sossegar-me também a esse nível.
Na próxima 4ª feira temos, então, consulta. Vi ontem a Dr.ª Elvira, mas nem falámos. Vinha acompanhada da Dr.ª Teresa e lá sorri eu (e ela a mim). Tenho de igualar, pelo menos, esta empatia, com a Dr.ª Elvira, caramba!

Ainda ontem, tive umas impressões nas virilhas (tipo dorzinha de período), acompanhadas da barriga bem dura. Sentei um bocado e passou.
Hoje acordei com a mesma impressão, quase mal-estar, pois tinha alguns suores. Lá coloquei a minha mão quente e massajei devagarinho, enquanto respirava suavemente. Também passou :O)
Quero muito ter a minha filhota nos braços (sim, voltou-se a confirmar que é uma menina e acho que estamos cada vez mais perto de encontrar um nome), mas só daqui a um mesito e meio ou dois, que é sinal que tudo continua a correr bem para nós e ela a nascer sem pressas.

Estamos nas 32 semanas, com muito amor!

Sisters by heart

Quanto à minha irmã, liguei pouco depois de estar aqui a escrever o último "post".
Como não sabia como tinha decorrido a consulta, achei por bem respeitar as primeiras horas que se seguiram, tendo em conta ela não dar sinal (como sempre faz). Às vezes também queremos que o telefone não toque e eu sei bem disso, assim como o contrário (tal como dizes, Isa).

O facto é que a primeira reacção foi de quem não queria falar e pouco explicou. Mas bastou "puxar com carinho" e foi ouvi-la falar e contar tudo o que viveu e estava a sentir naquele coração angustiado. Afinal, "mana é mana" e sempre fomos muito ligadas. Só eu sabia da consulta e ela precisava falar com mais alguém para lá do meu cunhado. Uma mulher e que a compreendesse bem!
Para angústia dela, ao chegarem lá, souberam que a médica que os acompanhou até então, já ali não trabalhava. A isso, acrescente-se não haver nenhum outro médico encarregue do processo deles e não terem conhecimento da consulta daquele dia...
Ainda nós falamos de Portugal...
Lá aguardaram um bocado e foram atendidos por um médico que nunca tinham visto, que a minha irmã não sentiu ser competente, "falava como uma cassette, tipo recém-licenciado" e colocou a hipótese (ao contrário das outras 2 opiniões que tinham) de IIU.
Como ela disse: "Soube bem ouvir a hipótese de IIU, mas acho que ele nem sabia bem o que nos dizer e será, quase de certeza, uma perda de tempo como os outros alertaram".
Concluindo, sem o resultado sequer do exame genético feito há mais de um mês (mas do qual eles tinham conhecimento) e, dado que as análises à tiróide confirmaram esta já estar regulada, terá terminado a consulta dizendo que vai tentar propôr o caso deles na reunião de final de Maio.

A rapariga estava furiosa, basicamente. Atrás dessa fúria, cheirava a desespero e desilusão.
A não confiança no médico era notória (mesmo para quem não a conhecesse), a hipótese de IIU uma surpresa tipo "pau de dois bicos" e o saber que não é garantido sequer o caso ir a reunião em final de Maio...
Ouvi muito-muito, fui dizendo algumas coisas e dei-lhe todo o apoio que sei dar.
Confesso que me apeteceu "trazê-los para cá" uns meses, pois ali parece ser tudo um pouco estranho e muito espaçado (tendo em conta que é pago e bem pago!!) e ela não tem lá com quem falar e se abrir, a não ser o meu cunhadão. Mas sabemos que , tantas vezes, não chega.

Agora fico a torcer para que ela consiga concentrar-se nas outras actividades da sua vida, até daqui a um mês e meio e que, nessa altura, tenhamos boas notícias: nem sinal vermelho, nem laranja, mas sim VERDE!

14.4.08

A idade dos "Como...?"



A "idade dos porquês" não é, definitivamente, uma idade certa: vai sendo!

Hoje, a famosa "idade dos porquês" parece não ter sido quando coloquei questões, agora básicas, aos meus Pais, mas sim agora que estou grávida.

Parece ter-me surgido em grande força aos trinta e tal anos... outra vez!, e a ela se ter juntado a idade dos "Como...?"

Porque dói aqui? Porque dói ali?
Porque molho ali?
Porque dá o coração uns solavancos?
Porque fica a barriga dura tanto tempo?
Como subir um pouco a tensão sem fazer asneira?
Como é que a barriga consegue crescer tanto?
Como fazer para ir à eco sem o maridão?
Como estará a nossa pequenota? Estará saudável e a crescer bem?
Como me irei sentir?
Como será o parto?
Será que ela vai virar?
Terei um parto vaginal?
Ficarei em condições, físicas e emocionais?
Conseguirei amamentar?
Serei uma boa mãe?
Porque é que não me deixam estar activa e, quase sempre, antecipam a hora dos nossos filhotes nascerem, retirando-lhes e a nós esse direito por natureza?
Porque terei de estar deitada e de pernas para cima?
Como ficar cómoda assim?
Porque não são os técnicos a acompanhar-nos, mas nós a eles?
Porque não nos dão praticamente o direito à escolha?
Como contornar isto?
Porque tenho tanto medo? Como diminuí-lo?
Como acertar no n.º de peças de roupa a ter para a bebé?
Como fazer a mala?
Porque acho que vai faltar alguma coisa?
Porque tenho a certeza de estar a ser exagerada, tantas e tantas vezes, mas só ter essa consciência à posteriori?
Como pôr estas hormonas em ordem e andar bem relaxada mais tempo?

Ok, ok! É a eco que se aproxima e a 1ª vez que o maridão não vai estar a partilhar o momento e os comentários da médica, ali ao lado.
Sou uma sortuda por contar com ele sempre e esta ser a excepção e não a regra. Mas... e se preciso dele? Ai, que cabecinha tão pensadora...
É também a contagem decrescente para o momento do parto, que acredito ser um momento extremamente forte. É o adorar estar nesta fase da minha/nossa vida, o aproximar-se de fininho uma nova e ter alguns receios. É o efeito novidade ;O)

Ai, que às vezes até tremelicam as pernas... Caguinchas!!

E estou é a ser egoísta, pois a minha irmã teve hoje consulta para saber resultados de análises à tiróide e se têm (ou não) luz-verde para avançar para FIV. Longe, onde ela está, e sem me ter ainda dado notícias, estou apreensiva. Para eles já contam quase 4 anos de luta, de expectativa, de sonho, de derrotas, de esperança, com a idade a chegar quase ao limite para tentarem PMA.

Bolas, quebro o silêncio e ligo? Vou aguardar mais um pouco.

8.4.08

Ponto da Situação

A consulta correu bem!

Esperámos um pouco mais do que é habitual, pareceu-me ver um raio de sol entrar no Espaço Fertilidade quando a Dr.ª Teresa entrou e, entretanto, chegou a hora de ouvir o meu nome e nos encaminharem para o gabinete da Dr.ª Elvira.

É incrível como, por muito que se tente, se tenha sempre espectativas minimamente definidas em relação a quem não conhecemos e vai-se criando uma imagem mais-ou-menos nítida no nosso imaginário. Assim foi com a Dr.ª Elvira!

Correspondeu em termos de me sentir nas mãos de uma pessoa em quem deposito confiança e considero boa profissional.
A imagem ficou muito aquém do meu imaginário e, acima de tudo, falta conhecê-la melhor e ela a mim.
Não me senti muito à vontade, apesar de ter colocado todas as questões que levava e ter ficado esclarecida.
Não me senti muito estranha na observação, apesar de ser a1ª consulta com ela.
Não me senti 100% em sintonia, pois somos animais de hábitos e uma mudança principalmente nesta altura da gravidez fez-me confusão (algo contra o que lutei, me senti extremamente segura durante a manhã e viagem, mas que veio à tona no momento da consulta e muito mais no pós-consulta).

Saí de lá com a cabeça um pouquito em novelo, que sabia se iria desfazendo com o passar das horas, dos dias. Hoje sinto-me mais serena, mais em sintonia.
Recordo mais facilmente os momentos da consulta em que me senti bem, do que os que me criaram pontos-de-interrogação na cabeça e um aperto enorme no coração.
Viu todas as minhas análises (muito boas!) e ecos. Aqui, chamou a atenção para, na morfológica, estar escrito que tenho a placenta anterior (à frente) e ter de ter cuidados redobrados para não levar pancadas que possam danificar a placenta, logo, a bebé, pois aí não há amortecedor com o líquido amniótico.
Confesso que mexeu comigo no momento e durante umas valentes horas.
Todos os cuidados de que me falou são os que tenho tido até hoje e senti que me estavam a pedir mais e eu não conseguia ou ficava paranóica, a controlar cada passo que dava, para não cair (especialmente de frente), para não ficar tonta ao volante e ter um acidente (estou com a tensão baixinha, o que é óptimo, mas há que ter cuidado rebobrado com as tonturas).
Depois, o evitar pancadas fortes, encontrões em móveis, brincadeiras bruscas com crianças, locais com muita gente, etc etc etc.

Nesse dia, vinda de uma consulta em que tudo estava bem e se recomendava, tive necessidade de falar, falar muito, e chorar.
O maridão teve uns problemas de trabalho a resolver quando chegámos e não estava cheio de disponibilidade, nem eu o queria preocupar e cansar mais, mas... à noitinha, já na camita, deixei o meu pensamento falar alto, enquanto as lágrimas corriam, sem vergonha, cara a baixo.

Porquê? Porque passou a ser um facto concreto deixar a médica anterior e concretizar isto demora um pouquinho. Porque tive medo de prejudicar a minha bebé ou de já o ter feito, sem dar por isso, e lembrei-me de quando andava de calças apertadotas nos 1ºs meses. Porque, apesar de ser normal, foi uma novidade para mim e me ficou a estalar na cabeça a forma como a médica falou: "Quero alertá-los que a minha experiência de muitos anos me diz que, quando há surpresas no parto ou com os bebés, muitas vezes tem a ver com a placenta ser anterior."
Depois as questões das cacetadas, de conviver ou não com crianças, de ter a tensão baixita e de ter de ter bastante cuidado.
Já à saída, tive necessidade de perguntar: "Tudo o que me disse sobre a placenta anterior não quer dizer que esteja alguma coisa mal, certo? É só um alerta para ter cuidado e até agora está tudo bem, é isso?"
Senti-me um bocado infantilóide a perguntar isto pela 2ª vez e expliquei preferir voltar a fazê-lo do que vir com minhocas na cabeça.
"Até agora tudo bem, sim! O que sabemos é sempre o presente, não o futuro!"

Bom, como dizia domingo uma grande amiga e colega de profissão: "Não podes controlar mais do que a tua disposição, tranquilidade e alegria de viver essa gravidez que é um momento único na tua vida, acredita!" e é bem assim!
Soube-me bem falar com ela, ouvi-la (sábia como sempre) e sentir o seu carinho e amizade.
Num domingo que foi uma delícia para mim/nós (já sem paranóias na cabeçorra e porque:
- estava um sol maravilhoso
- estava uma temperatura de verão
- vesti-me como gosto, à vontade, de saia, camisola de cava e chinelos
- fomos almoçar fora tranquilamente
- a paparoca, o espaço e o serviço foram 5 estrelas
- encontrámos amigos
- convivemos e estivemos numa boa esplanada)
foi mais um momento bom a acrescentar ao dia!

Desde ontem que, como no resto do país, está cinzentão e chove bastante, mas absorvi de tal forma o sol que esteve a semana passada e o cheirinho a verão que se aproxima, que hoje até achei piada estrear o meu guarda-chuva novo a caminho da aula de preparação para o parto (onde me voltei a sentir muito bem).

Bom, entretanto o maridão chegou a casa.
Sabe muito bem vir aqui passear-me, mas agora é hora de partilha, paleio e enroscar um no outro, abraçadinhos ou a ver uma bela série.
Fui :O)

Nota 1 - Temos ecografia dia 16 (anteciparam do dia 23 e o maridão, pela 1ª vez, não vai poder ir e estar. Como ele me dá muita segurança, fico meia despernada e triste. Com medo que algo não esteja bem e não o tenha logo ali ao lado. Com pena de ele não ir ver a nossa pequenota nesse dia, pois na semana passada não houve eco - ouvimos, e bem!, a nossa filhota) e consulta dia 23.

Nota 2 - Ontem a minha Mãe avisou-me para o tema do "Portugal no Coração". Pus a gravar, pois tinha de ir trabalhar. À noite deliciei-me a ver o programa, os depoimentos, a informação que passou e como passou, as questões que foram colocadas, a força que as mulheres presentes transmitiram, a alegria, esperança e coragem nos seus olhos e palavras.
Muitas já conhecia de nome, agora conheço-lhes a fisionomia e, de algumas, as fotos dos filhotes (lá chorei eu de felicidade).
Porque nunca é demais dizê-lo: OBRIGADA APF! OBRIGADA A TODAS VÓS!
Talvez ainda este ano, tenciono retomar o projecto da criação de um Grupo de Apoio por estas bandas. Venha a catraia, corra tudo bem e aí vou eu, de cabeça :O)