17.5.07

Hoje aguardo ansiosa a consulta e eco de amanhã: poderemos avançar para IIU ou não!
Na 2ª feira a eco revelou 3 folícolos no ovário direito (o maior com 10cm) e um no esquerdo. Segundo a médica não respondi ao gonal f como esperado.
Fiquei decepcionada, triste e confusa, pois foi-nos dito na 1ª ou 2ª consulta que havia a hipótese de avançar para IIU "eventualmente com estimulação ovárica".
Quantos serão precisos? De que tamanho?
Deu-nos a escolher: programar as relações e parar com as injecções ou aumentar a dose nesse e nos dois dias seguintes para ver como respondo.
Com as emoções ainda num marasmo, agradeço ainda haver a possibilidade de ser neste ciclo. Chorei como uma madalena, solucei, sorri e tenho momentos de uma ansiedade brutal, que não sei como vou conseguindo disfarçar.
Amanhã é um dia importante!
Que corra pelo melhor e sejamos abençoados com a possibilidade de avançar. Que esse avanço tenha como resultado a tão desejada gravidez de um ou dois filhotes saudáveis.
Que brindemos ao nosso amor!
Mas... uma coisa de cada vez. Para já, que seja possível.

9.2.07

O desejo de ser Mãe está adiado, porque está em julgamento o meu grande sonho: o de eu e a pessoa que amo conseguirmos ser felizes, em conjunto.
O veredicto sairá um dia.
Que nunca perca a coragem e a força me acompanhe, assim como os bons amigos e família, pois que estou esgotada de tanta perda.
Inclusivé da perda de mim...

23.1.07

O Prós e Contras de ontem

Abordou o tema Adopção.
Um caso de adopção específico, mas que deixou perceber durante o debate como (não) funciona a Adopção em Portugal.
Há muito caminho para andar. Há, há!

17.1.07

Para que entendam

"Roubado" ao blog da Musa

"A nossa sociedade considera legítima a opção de não querer ter filhos, mas o facto de os não poder ter continua a ser problemático. São muitas as pessoas que não falam disso por medo de que não as levem a sério, para não incomodarem os outros ou porque é doloroso e violento para elas falarem disso. À frequente e muito temida pergunta sobre se gostariam de os ter, é-lhes mais fácil responder que (ainda) não do que dizerem que não podem, embora no fim de contas, o não falar de uma coisa que governa a tal ponto a vida acabe por pesar e aumente o sentimento de solidão.
Trata-se de escolher entre duas possibilidades, qual delas a pior. Os que decidem falar disso publicamente também apanham com frequência decepções. Tal como as piadas de mau gosto, os comentários bem intencionados podem igualmente ser muito ofensivos. Para quem ainda não conseguiu aceitar isso, não ter filhos involuntariamente é uma ferida aberta. No processo de assimilação intervêm sentimentos como a ira, o desespero, a auto-compaixão e o ciúme, os quais indesejáveis, causam incompreensão e irritação nos outros. Não é fácil partilhar a dor provocada pela perda de um filho que, «na realidade», nunca chegou a existir, e aqueles que não viveram a situação na sua própria carne têm dificuldade em entendê-la.
Não há dúvida de que esta experiência provoca alterações drásticas na vida dos que passam por ela. Implica uma prova dura para as relações do casal, porque os homens e as mulheres não enfrentam, em geral, a dor da mesma maneira, e as relações com os amigos e familiares que têm filhos passam por momentos muito maus. Os anúncios de gravidez e nascimento são um suplício recorrente e as visitas aos recém-nascidos, uma maldição. A auto-estima desmorona-se quando é o nosso próprio corpo que nos deixa mal. Durante anos, perde-se muita energia e tempo em exames médicos, nas operações e tratamentos de FIV, à custa de outras actividades como o trabalho, a diversão e a vida social. Para quem quer ter filhos, realizar esse desejo representa uma parte essencial da sua existência. Ao aperceberem-se de que tal é impossível, muitas pessoas mergulham na maior crise da sua vida ".
Texto retirado do livro da autora Judith Uyterlinde - " Quando a gravidez não chega ", da Casa das Letras

29.11.06

My dear Simone (song)

My dear Simone, Simone, Simone
I love, I feel you, I need you
My little baby girl
'Cause you'll be born
I just don't know when, but you'll

You're already in me
At least in my mind
And I'll feed you, hold you in my arms
And sing a sweet lullaby
Specially for you, my little Simone!

You can breath my air
You can eat my food
You can sleep and dance in me
In my belet, your house.

You'll be my child, my lovely girl
And I'll be your Mum
So, let me be
If you want me to be.

I sing not loud
'Cause this feels like a dream
And I don't want to wake up
I want us to let it be

My sweet lovely Simone, Simone!

29.11.2006

17:53

26.11.06

O meu bebé é de fumo

O meu bebé é de fumo
Ou esfuma-se
Não se vê, mas existe

O meu bebé é amado
Desejado pelo Coração
Esperado por todo o corpo

Mas não se vê, o meu bebé!

O meu bebé tem rosto arredondado
Mãos pequeninas
E, também ele, ama como ninguém

O meu bebé dorme como um anjo
Ou chora ao meu colo
E eu embalo-o e canto uma canção... baixinho

O meu bebé tem pele de pêssego
Cheiro a pó de talco
E pele enrugadinha

Mas não se vê, o meu bebé!

Como eu amo o meu bebé pequenino!!!

26.11.2006
00:56

LET ME

LET ME


És algo que tanto desejo e tanto amo

E nunca te vi, mas sinto que te conheço
Te conheço desde sempre

Anseio a tua chegada
A transbordar de Amor
A verter lágrimas de saudade

Saudades de ti!
Por onde andas, que não apareces?
Não me queres conhecer?!

Talvez não seja suficientemente boa para ti
Ou talvez sejamos inseparáveis
Talvez!

Tal como talvez já existas e não te sinta
Pelo medo de ainda não existires em mim
Pela
perda que chorarei e não quero voltar a sentir


Vem! Vem ter connosco!
Amamos-te desde o início
Amar-te-emos até ao final
Cada dia mais
Cada dia melhor
Mas... e se não vens?

Give us the chance to love
Give me the chance to give birth
Let me smell, touch, look at you

Let me Love you, with you in my arms!

26.11.2006
00:46

3.11.06

VAZIO ou LÁGRIMAS POR DENTRO


Há um vazio em mim
Vazio
por dentro, vazio por fora…
E quem passa não repara
Questiona, faz-me sentir mais vazia ainda

O choro chora-se por dentro
Num choro abafado, que não se partilha
As lágrimas escorrem e molham tudo:
O interior, o corpo, a alma, o coração que fica pequenino

O caminho fica turvo com as lágrimas por dentro
Sinto não saber para que lado seguir
Como controlar e disfarçar
Como lutar, acreditar e aguardar

A angústia instala-se
O medo petrifica, só deixa ver o negro que combato com vermelho
A revolta apareceu e como a não quero!
A saudade do que há tanto existe, mas nunca se viu!

Estou cansada
De estar grávida há tanto tempo e
De nunca o ter estado.
Cansada de planear, de esperar, de querer
Quase cansada de desejar

Amo-te, amo-nos, amo-vos!
Quero crescer, deixem-me crescer
Também como Mulher, também como fêmea
Também como Mãe

Tanto frio que se instala
Tanta dor e sofrimento
O tempo a passar, sorrateiro
E eu a sofrer, meia calada

Há dias pensei já não te querer, Filho/a
Pensei que nem nunca iria ser uma boa Mãe
E senti um alívio, que logo se dissipou ao perceber
Que o meu não querer não era mais que o desejo aumentado de ti
De te gerar, te trazer ao Mundo
Te apresentar ao teu Pai e aos teus Avós
De te acariciar, embalar e sossegar
De te Amar!

Não era mais que um quase desespero
Que roça a loucura e me deixa… vazia!

02/11/2006 02:13