6.6.09

1 ANO!

Birthday Girl


Faz hoje um ano que a E. nasceu e foi por esta hora!

Faz hoje um ano que fui Mãe!

Faz hoje um ano que a minha vida mudou radicalmente e, por muitos "ais" e desesperos, COMO VALEU A PENA!!!!


Amo-te muito Filha!
És o meu maior tesouro e como te amo, mais e mais, a cada dia que passa!
Desejo-te O MELHOR e que sejas MUITO FELIZ, sempre com SAÚDE!
AMO-TE! AMO-TE! AMO-TE! :O)


Nota: Estamos os três juntos, depois de voltas e reviravoltas.
Que sejamos felizes, assim como todos vós, porque... "Tudo vale a pena, se a alma não é pequena.", como dizia Fernando Pessoa!

19.2.09

Muito obrigada!

Obrigada a todas vocês, que me têm deixado uma palavra de força e alento.

É incrível como nos ajuda a erguer um pouco a cabeça.

Sem vos conhecer pessoalmente, agradeço-vos do fundo do coração.
Tal como no processo de luta de ttt, foi e é muito aqui e convosco que partilhei/o angústias e desesperos e recebi/o carinho e apoio.

MUITO OBRIGADA!

17.2.09

Divórcio



Tal como em muitas outras coisas da vida, não queria acreditar no que se estava a passar no domingo e no veredicto pautado pelo meu ainda marido: "Acho melhor avançarmos com o divórcio.".

Assim foi dito, assim se mantém, assim eu estou a viver desde domingo (mais ontem), com o coração na boca, as lágrimas fáceis e o desespero a percorrer-me o corpo todo.

A E. tem 8 meses e quase 2 semanas e, principalmente quando olho para ela, sinto o peso da responsabilidade insuflado, pois serei muito responsável pelo seu bom ou não desenvolvimento a todos os níveis.

Por vezes, sinto que nem de mim sei tomar conta, e agora, depois de tanto lutarmos por um filho/a, surge a ruptura, o quebrar dos sonhos de passeios a três, risos a três, preocupações a três, partilhas a três.

Surge o sentimento de a minha/nossa Filha não merecer ter o Pai e a Mãe separados, quando ambos a amam tanto!

Surge o receio de não "dar conta do recado sozinha", pois nunca assim o imaginei, muito menos o desejei.

Surge a revolta, pelas circunstâncias de estar desempregada e a casa onde vivemos ser dele, de eu ter de começar uma vida nova, de rompante, com a minha deliciosa ao colo e a vontade de chorar disfarçada à sua frente.

Quero gritar, pedir ajuda, não me sinto suficientemente forte (mas se calhar vou sê-lo!), sinto-me só, quero resgatar a minha vida a dois, que se calhar só teve mesmo momentos felizes e só na minha cabeça podería ser feliz, tal é o desejo e sempre foi.

Divergências, pontos de vista diferentes, filho único, sogros a viver ao lado, cansaço de noites mal dormidas e de só agora parecer que encontrámos um lugar para a E. estar durante o dia (a 1ª ama não a podia ter de manhã, no Infantário passou mais tempo em casa doente, agora nova ama, há 2 semanas e pico).

E os 35 a chegar, o trabalho a fugir (e eu dele, agora queria era descansar, é verdade! E bem preciso!!), a divisão de tarefas a ter um fim, os abraços e beijos a não existirem mais, a decepção de uma vez por todas.

Vou dar o meu melhor, mesmo com a ajuda de uma "alavanca", que não dormir e chorar dá cabo de mim e não me permite raciocinar, tratar da minha filha bem, nem trabalhar.

E é isso que eu preciso fazer e não ficar tulhida de movimentos, pensamentos e emoções.


Vai ser duro, muito!
Mas eu vou conseguir!

29.1.09

Tal como eu, para quem não sabia...


- HPV não significa "câncro do cólo do útero";

- há cerca de 200 tipos de hpv (Vírus Papiloma Humano);

- só cerca de 15 dos mais ou menos 200 hpv existentes evoluem para câncro do cólo do útero (o que já é muitíssimo!);
- no entanto, a maior causa de câncro do cólo do útero é o hpv;

- o hpv não se transmite somente por via sexual (apesar de ser a via mais comum), mas ainda não se descobriu qual (ais) a(s) outra(s) via(s);

E esta, hein?!
Foi bom saber.

14.1.09

UFA!!!


A vida voltou a ter todas as cores :O)

7.1.09

hpv

Angel of Hope

Na 3ª feira lá rumei a Coimbra, com a esperança no bolso e um sorriso na cara, mas não foi assim que regressei de lá.

Tinha consulta às 20h e ía na expectativa de saber se a tal lesão no útero tinha desaparecido/regredido ou não. Aumentar nem me passava pela cabeça e mesmo manter-se parecia-me também não ser por aí.

Tinha 4 ou 5 pessoas mais próximas a dar-me ânimo, a "garantir-me" que estava tudo bem e a verdade e que caí na esparrela de não me defender, de pôr o medo quase totalmente de lado e ir só à procura de boas notícias.

Não sei explicar o porquê, mas tem sido assim ao longo da minha vida: quando conto com tragédias, elas quase sempre me passam ao lado e... quando ponho o coração ao alto e decido avançar sem medo... aproveitar o momento e não perder tempo com ansiedades e angústias, antecipações catastróficas ou sufocantes, eis que há algo que me surpreende e deixa, pelo menos, o coração a bater mais e apertadinho.

Não, a ferida não tinha regredido. Foram retirados alguns pedaços para biópsia (mais uma! Que angústia, caramba!) e foi queimada, de seguida. Fiquei aparvalhada, apática, senti o sangue a fugir-me todo e fiquei branca, macilenta, com uma sensação de irrealidade que só voltou com o desagradável cheiro a carne queimada. Mesmo assim, pensei por momentos ser um pesadelo e quase fechei os olhos. Mas... era mesmo verdade e eu estava ali, com mais uma "surpresa" e uma semana de espera pela frente.

À saída, jurei para mim mesmo, já no carro e com o frio a chegar-me à parte mais interior de todos os meus ossos, nunca mais ir sozinha a uma consulta fora daqui. Sentia-me tonta, confusa, fraca, enjoada, desanimada, angustiada. Acabei por aquecer no carro, respirar fundo, ligar ao maridão e fazer-me à estrada. Cheguei bem, fez-me bem a rádio, o contacto com a realidae através das notícias do resto do mundo, a concentração com que vim a conduzir, o saber que podia ver a E. quando chegasse e dar-lhe um beijo.

O médico tentou ao máximo sossegar-me e fez-me ver que ando com o sistema imunitário um bocado em baixo, o que em nada ajuda e muito melhorará se diminuir a minha ansiedade.

Aponta para que a biópsia só confirme o que ele pensa: que não é nada de alto risco e que nada há de maligno. Perguntei se dizia aquilo para me acalmar e respondeu rapidamente que não, que era o que a experiência e a observação lhe faziam mesmo parecer. Respondeu-me a mil questões sobre hpv e, no fim, despediu-se com um abraço que senti não ser de compaixão, mas de carinho (talvez por sentir a minha fragilidade).

Tenho andado ocupada com a E., mas a semana passada com muito trabalho, o que me fez andar com esta questão latente, meia que adormecida.

Entretanto chegou o fim de semana, o maridão vai estar fora esta semana e dei por mim a implicar com ele, muito, muito, muito, até que... desatei a chorar e a dizer "Tenho medo! Tenho medo!"

Pedi-lhe desculpa e compreensão e fui até à casa de banho chorar, como uma menina escondida, para que a E. não se apercebesse e eu pudesse deitar cá para fora as minhas angústias, os meus receios. No fundo, lavar a alma, que estava imunda!

Agora estou melhor, mas a ansiedade sei vai aumentar em flecha até 3ª.

Cá agurado, "acagaçada", que isto assusta e pode mudar-nos a vida violentamente!

Depois dou sinal.

24.12.08

Sometimes... Everytime!




Porque tantas vezes nos esquecemos disto.
Porque, uma vez mais, sinto o Natal não como um dia singular, mas como algo que devemos fazer por trazer presente em nós todos os dias, os meus votos são que a Saúde impere, pois é ela o pilar de tudo o resto!

Que, atrás dela, venha a realização dos nossos/vossos sonhos, sejam eles quais forem, desde que belos e genuínos.

E que haja sempre um esforço no sentido da União, da Paz e desses sentimentos lindos e indispensáveis que são o Amor e a Amizade.

16.12.08

quase 2 meses :O|


Quase dois meses passaram desde que aqui escrevi a útima vez.

É indecente, mas é bem o espelho da "revolução" que se tem vivido por estes lados:

- mudança Ama / Berçário
- gastroenterite (que correu toda a família)
- gripe (que está agora a chegar ao 3º elemento: eu!)
- trabalho que é feito a correr, sobre o joelho, se chega atrasada, se desmarca ou não se pode faltar e tudo isto angustia e mói
- vontade do maridão em tirar a "Piolha" do Infantário e colocá-la "numa ama qualquer", tal é o desespero de vários dias fechados em casa, doentes ou a cuidar da piolha doente
- perspectivas de trabalho, pós Janeiro, uma verdadeira incógnita e, tendo em conta o panorama nacional e mundial...
- alguns pontos de vista algo diferentes em relação à educação da nossa princesa
- muito cansaço e um milhão de horas a dever à cama
- alguns quilos abaixo do peso antes de engravidar (os dois)
-caroço no peito reapareceu (mais pequeno), mas já sei ser normal
- consulta antecipada para Janeiro (por minha vontade) para saber o que se passa com o meu cólo do útero (hpv's há muitos, mas medo há só um e eu não sei geri-lo, não!)
- vontade de ir até às Caraíbas 15 dias, só para carregar baterias de quase 2 anos sem férias e de stress
- um novo hobby, que ocupa os pequeniníssimos tempos livres: tricot!

Com o Natal à porta, virei ainda este ano escrever uma palavra de carinho.
Até breve!
Obrigada por tudo!

23.10.08

Estou bem!

Salvador Dali

Amanhã venho aqui contar melhor, mas quero acabar com o "suspense" em que algumas de vós estão.

Biópsia negativo!

A Vida está-me a dar mais uma chance de a viver e é o que vou passar a fazer cada vez mais e melhor.
Grande lição!

OBRIGADA!

20.10.08

Apetece-me chorar


Desde o dia da consulta que fiz o que sabia e mais um bocado valente para não pensar na espera da biópsia, para viver a vida com um sorriso, para curtir a minha Filha, para trabalhar e rir.

Fui muito bem atendida (consulta das 21:30 às 23:30!), nada me doeu e muito me foi explicado.
Vim de lá bastante serena, com uma receita de antibiótico, anti-inflamatório, pílula (para controlo da mama) e vitaminas.
Deixei lá bastante dinheiro, um pouco do medo e dois pedacinhos de mim para biópsia: papanicolau e líquido do caroço.

5ª feira sei os resultados, 5ª feira a minha vida pode mudar, 5ª feira poderei chorar de alegria ou de tristeza, dor e desespero.

Quanto mais os dias passam, mais a ansiedade se apodera de mim e me corrói, violentamente, por dentro.
Dou por mim a ponderar os vários cenários e o nó da garganta fica mais e mais apertado.
Dou por mim a querer falar e a não ter o meu cara-metade disponível para me ouvir.
Dou por mim a forçar uma conversa, pequenina-pequenina, e a ouvir palavras e comentários que magoam e fazem sofrer, que desorientam e me fazem sentir mais perdida ainda.
Dou por mim a olhar para a minha Filha e a ter medos horríveis, (ir)racionais, sufocantes, desesperantes, ao mesmo tempo que de alento, porque ela é o meu bem mais precioso... e quero crescer com ela, lado a lado e não longe dela, frágil ou uma sem a outra.

Hoje não consegui trabalhar! Não consegui desligar desta espera, deste medo, desta angústia.
Estou impaciente, irritadiça, triste, só, angustiada.

Valha-me algumas pessoas que me rodeiam e o sorriso da minha Filha, que o marido anda mesmo "distante" (será a maneira de reagir?), a mana continua a muitos kms de viagem e os Pais vão amanhã passar uma semana fora.

Só me apetece chorar, tanto é o medo e a angústia!

E já choro por quem tem câncro da mama, pois ainda que o resultado da biópsia venha normal, estou sensibilizada na pele para mais uma doença que pode bater a qualquer porta e da qual se sofre, tantas vezes, em silêncio.