7.1.09

hpv

Angel of Hope

Na 3ª feira lá rumei a Coimbra, com a esperança no bolso e um sorriso na cara, mas não foi assim que regressei de lá.

Tinha consulta às 20h e ía na expectativa de saber se a tal lesão no útero tinha desaparecido/regredido ou não. Aumentar nem me passava pela cabeça e mesmo manter-se parecia-me também não ser por aí.

Tinha 4 ou 5 pessoas mais próximas a dar-me ânimo, a "garantir-me" que estava tudo bem e a verdade e que caí na esparrela de não me defender, de pôr o medo quase totalmente de lado e ir só à procura de boas notícias.

Não sei explicar o porquê, mas tem sido assim ao longo da minha vida: quando conto com tragédias, elas quase sempre me passam ao lado e... quando ponho o coração ao alto e decido avançar sem medo... aproveitar o momento e não perder tempo com ansiedades e angústias, antecipações catastróficas ou sufocantes, eis que há algo que me surpreende e deixa, pelo menos, o coração a bater mais e apertadinho.

Não, a ferida não tinha regredido. Foram retirados alguns pedaços para biópsia (mais uma! Que angústia, caramba!) e foi queimada, de seguida. Fiquei aparvalhada, apática, senti o sangue a fugir-me todo e fiquei branca, macilenta, com uma sensação de irrealidade que só voltou com o desagradável cheiro a carne queimada. Mesmo assim, pensei por momentos ser um pesadelo e quase fechei os olhos. Mas... era mesmo verdade e eu estava ali, com mais uma "surpresa" e uma semana de espera pela frente.

À saída, jurei para mim mesmo, já no carro e com o frio a chegar-me à parte mais interior de todos os meus ossos, nunca mais ir sozinha a uma consulta fora daqui. Sentia-me tonta, confusa, fraca, enjoada, desanimada, angustiada. Acabei por aquecer no carro, respirar fundo, ligar ao maridão e fazer-me à estrada. Cheguei bem, fez-me bem a rádio, o contacto com a realidae através das notícias do resto do mundo, a concentração com que vim a conduzir, o saber que podia ver a E. quando chegasse e dar-lhe um beijo.

O médico tentou ao máximo sossegar-me e fez-me ver que ando com o sistema imunitário um bocado em baixo, o que em nada ajuda e muito melhorará se diminuir a minha ansiedade.

Aponta para que a biópsia só confirme o que ele pensa: que não é nada de alto risco e que nada há de maligno. Perguntei se dizia aquilo para me acalmar e respondeu rapidamente que não, que era o que a experiência e a observação lhe faziam mesmo parecer. Respondeu-me a mil questões sobre hpv e, no fim, despediu-se com um abraço que senti não ser de compaixão, mas de carinho (talvez por sentir a minha fragilidade).

Tenho andado ocupada com a E., mas a semana passada com muito trabalho, o que me fez andar com esta questão latente, meia que adormecida.

Entretanto chegou o fim de semana, o maridão vai estar fora esta semana e dei por mim a implicar com ele, muito, muito, muito, até que... desatei a chorar e a dizer "Tenho medo! Tenho medo!"

Pedi-lhe desculpa e compreensão e fui até à casa de banho chorar, como uma menina escondida, para que a E. não se apercebesse e eu pudesse deitar cá para fora as minhas angústias, os meus receios. No fundo, lavar a alma, que estava imunda!

Agora estou melhor, mas a ansiedade sei vai aumentar em flecha até 3ª.

Cá agurado, "acagaçada", que isto assusta e pode mudar-nos a vida violentamente!

Depois dou sinal.

24.12.08

Sometimes... Everytime!




Porque tantas vezes nos esquecemos disto.
Porque, uma vez mais, sinto o Natal não como um dia singular, mas como algo que devemos fazer por trazer presente em nós todos os dias, os meus votos são que a Saúde impere, pois é ela o pilar de tudo o resto!

Que, atrás dela, venha a realização dos nossos/vossos sonhos, sejam eles quais forem, desde que belos e genuínos.

E que haja sempre um esforço no sentido da União, da Paz e desses sentimentos lindos e indispensáveis que são o Amor e a Amizade.

16.12.08

quase 2 meses :O|


Quase dois meses passaram desde que aqui escrevi a útima vez.

É indecente, mas é bem o espelho da "revolução" que se tem vivido por estes lados:

- mudança Ama / Berçário
- gastroenterite (que correu toda a família)
- gripe (que está agora a chegar ao 3º elemento: eu!)
- trabalho que é feito a correr, sobre o joelho, se chega atrasada, se desmarca ou não se pode faltar e tudo isto angustia e mói
- vontade do maridão em tirar a "Piolha" do Infantário e colocá-la "numa ama qualquer", tal é o desespero de vários dias fechados em casa, doentes ou a cuidar da piolha doente
- perspectivas de trabalho, pós Janeiro, uma verdadeira incógnita e, tendo em conta o panorama nacional e mundial...
- alguns pontos de vista algo diferentes em relação à educação da nossa princesa
- muito cansaço e um milhão de horas a dever à cama
- alguns quilos abaixo do peso antes de engravidar (os dois)
-caroço no peito reapareceu (mais pequeno), mas já sei ser normal
- consulta antecipada para Janeiro (por minha vontade) para saber o que se passa com o meu cólo do útero (hpv's há muitos, mas medo há só um e eu não sei geri-lo, não!)
- vontade de ir até às Caraíbas 15 dias, só para carregar baterias de quase 2 anos sem férias e de stress
- um novo hobby, que ocupa os pequeniníssimos tempos livres: tricot!

Com o Natal à porta, virei ainda este ano escrever uma palavra de carinho.
Até breve!
Obrigada por tudo!

23.10.08

Estou bem!

Salvador Dali

Amanhã venho aqui contar melhor, mas quero acabar com o "suspense" em que algumas de vós estão.

Biópsia negativo!

A Vida está-me a dar mais uma chance de a viver e é o que vou passar a fazer cada vez mais e melhor.
Grande lição!

OBRIGADA!

20.10.08

Apetece-me chorar


Desde o dia da consulta que fiz o que sabia e mais um bocado valente para não pensar na espera da biópsia, para viver a vida com um sorriso, para curtir a minha Filha, para trabalhar e rir.

Fui muito bem atendida (consulta das 21:30 às 23:30!), nada me doeu e muito me foi explicado.
Vim de lá bastante serena, com uma receita de antibiótico, anti-inflamatório, pílula (para controlo da mama) e vitaminas.
Deixei lá bastante dinheiro, um pouco do medo e dois pedacinhos de mim para biópsia: papanicolau e líquido do caroço.

5ª feira sei os resultados, 5ª feira a minha vida pode mudar, 5ª feira poderei chorar de alegria ou de tristeza, dor e desespero.

Quanto mais os dias passam, mais a ansiedade se apodera de mim e me corrói, violentamente, por dentro.
Dou por mim a ponderar os vários cenários e o nó da garganta fica mais e mais apertado.
Dou por mim a querer falar e a não ter o meu cara-metade disponível para me ouvir.
Dou por mim a forçar uma conversa, pequenina-pequenina, e a ouvir palavras e comentários que magoam e fazem sofrer, que desorientam e me fazem sentir mais perdida ainda.
Dou por mim a olhar para a minha Filha e a ter medos horríveis, (ir)racionais, sufocantes, desesperantes, ao mesmo tempo que de alento, porque ela é o meu bem mais precioso... e quero crescer com ela, lado a lado e não longe dela, frágil ou uma sem a outra.

Hoje não consegui trabalhar! Não consegui desligar desta espera, deste medo, desta angústia.
Estou impaciente, irritadiça, triste, só, angustiada.

Valha-me algumas pessoas que me rodeiam e o sorriso da minha Filha, que o marido anda mesmo "distante" (será a maneira de reagir?), a mana continua a muitos kms de viagem e os Pais vão amanhã passar uma semana fora.

Só me apetece chorar, tanto é o medo e a angústia!

E já choro por quem tem câncro da mama, pois ainda que o resultado da biópsia venha normal, estou sensibilizada na pele para mais uma doença que pode bater a qualquer porta e da qual se sofre, tantas vezes, em silêncio.

14.10.08

Apavorada!



É como estou, depois de ter detectado um "caroço", ter feito eco e ter sido encaminhada para o serviço de cirurgia daqui do hospital.

Uma vez mais não confio, uma vez mais quero ser bem atendida e sem enganos e... lá vou eu a uma consulta (privada) a Coimbra.

À minha volta, pessoas (des)conhecidas vão tendo cancro da mama ou de outros órgãos.
À minha volta, pessoas (des)conhecidas vão padecendo desta doença cada vez mais jovens.
À minha volta, pessoas (des)conhecidas vão morrendo, sendo cortadas ou vencendo.

Na minha cabeça paira um misto de esperança que não seja nada maligno, com uma angústia enorme de que o seja.
Pairam mil e um pensamentos, mil e uma imagens, mil e um receios, mil e uma esperanças, mil e uma incógnitas.

O coração ficou apertadinho quando o notei, ficou feliz quando fiz a eco (mais que um, mas "nada de especial, estás com sorte: é só esvaziar pelo desconforto!"), voltou a tremer quando mostrei ao médico de família e ele me encaminhou para o hospital, disse não dever ser nada, mas ser necessário confirmar e... quase paralisa quando olho para a minha Filha.

Há muitas mulheres com nódulos, caroços e afins que são isso mesmo e nada mais, sem consequências, com necessidade de controlo (que angustia, claro!), mas que não passa daí.

Terei essa sorte?!
O nó na garganta é grande!

24.9.08

Mãe e Fibromialgia


" Grandmother"

Segunda-feira acordei meia cansada, como já é hábito, mas a catraia mexia-se e remexia-se na cama, ali mesmo ao lado, e já começava a palrar, por isso… alvorada!

Fomos até à sala, brincámos, fizemos a nossa “saudação ao dia”, inventada num belo dia de sol e que se tem mantido, vai um biberon, arroto, bolsar um pouquinho e vem o sono. Aproveito o embalo que lhe dou e embalo-me também a mim, acabando por me deixar “escorregar” pelo sofá com ela a dormir em cima de mim. Que bom!!!
Depois da soneca das duas (eu tipo cão de guarda, com um olho aberto e outro fechado), umas voltas pela casa, um telefonema à minha Mãe, pôr a mesa para o almoço, mais um biberoni e chega-se à hora de almoço.

Algo me estava a incomodar, mas não estava com clareza de pensamento suficiente para discernir o que era, até que me volto a lembrar do telefonema à Mãe, da sua voz apagadita, do facto de já não ver a neta há uns dias e decido (verdadeiro impulso!) preparar-me e à E. para fazermos uma visita à Avó.

A surpresa funcionou, ainda que um pouco a saca-rolhas, que ela estava mesmo xoxita e ponderou não ir ter com as colegas/amigas onde tinham combinado. Mas nada como um telefonema e dizer “Anda lá, que nós já cá estamos!”. Em poucos minutos encontrámo-nos e surge a pergunta: “O que te deu?”.
- Apeteceu-me e olha que com muita força! E acho que à E. também, digo a sorrir.
Acabo por acrescentar: “Viemos fazer uma surpresa à Avó que ela anda meia em baixo e nós demos conta, certo, filhota?”
As “Avós emprestadas” também surgem e foi lindo de ver a baba interior que para ali ía, as três debruçadas no carrinho. Teve direito a foto e tudo!
Vamos lanchar todas, temos direito a duas prendas giraças e cheias de carinho, damos mais uma voltinha e levamos a Avó a casa.

No carro, do banco da frente para o de trás, torço-me toda e pergunto, finalmente:
- Como estás, Mãe? Que se passa? Que me escondes?
- Ando cansada, filha…
- Sim... Mas não é só, pois não? Sabes que eu já te conheço um bocadinho… e pisco-lhe o olho.
A E. dormia ao seu lado, calmita.
- Eu tenho fibromialgia, filha!
Não reagi acho que com nenhum músculo da cara e permaneci o ouvido que senti esta minha Mãe que eu tanto amo estava a precisar.
- Já se andava a desconfiar de há um tempo para cá, mas confirmou-se umas semanas antes da E. nascer…
- Sei pouco sobre a doença, Mãe. Explica-me um pouco melhor.
- Está tudo ligado: ossos, dores de cabeça fortes, falta de qualidade do sono, dores em todo o corpo, querer fazer e não conseguir, rigidez muscular e pode afectar a memória.
O seu tom de voz era tão triste como o seu olhar, que ía resvalando para o ovinho da E.
- Mãe, não estás a pensar que vais ser menos Avó por isso, pois não? Ou tenho que te bater? e pisco olho de novo.
- Não, mas… Queria ajudar a tomar conta dela e não consigo como queria, não posso… E custa-me ver-te nessa angústia de Ama vs Berçário, porque vejo que o que desejavas era que ela ficasse comigo.
- Era o ideal, claro, mas Mãe, tu és uma Avozona e vais ficando com ela sempre que podes, o que é o principal. Nunca imaginei que tomasses conta dela a tempo inteiro e muito, mas mesmo muito, Mãe, me ajudaste no início e continuas a ajudar!
Falámos um pouco mais sobre a doença, o livro que a Maria Elisa escreveu com um médico e… o facto de a minha Mãe ainda não ter contado ao meu Pai (a mana vive longe, até compreendo).
- Mas eu ainda estou bem, isto vai sendo avaliado, tem altos e baixos… diz em tom de me despreocupar e denoto algum arrependimento em ter-me contado.
- Mãe, vai tudo correr pelo melhor e nós estamos aqui! Fizeste bem em contar. Amo-te muito e tu sabes!
Lá foi para casa e eu segui com o carro, rua abaixo, a caminho da minha casa, com um nó na garganta.
A E. continuava a dormir, mas no caminho acordou. Em casa tinha o maridão constipado, mas quando chego só as luzes acesas. Ligo-lhe.
- Onde estás?
- Com os fulanos do condomínio, à procura da fuga de água. Porquê?
- Precisava de ti!
- Mas é agora que está toda a gente em casa, para se poderem fazer os testes necessários.
- Ok, tudo bem. Mas quando puderes vem, sim?
Dou um beijo enorme à E., acaricio-lhe o cabelo e tiro-a do ovo. Dou-lhe um abraço imenso e sai-me da boca frase de tantas vezes “Amo-te muito, Filha!”
Faz um cocó, limpo-a já com água corrente, dou-lhe banho, a seguir o biberon e tento adormecê-la.
Quando o maridão chega ainda ela lutava contra o sono e peço-lhe para ficar ele um pouco com ela. Começa o berreiro e lá vou eu. Em poucos minutos cala-se e adormece.
Nesse dia a net tinha avariado, cá em casa. Queria muito fazer uma valente pesquisa sobre a fibromialgia, para lá de tratar de coisas de trabalho.
Acabo por ir a casa de um vizinho, pedincho uns minutos frente ao écrã e dou por mim muito séria, muito sem reacção.
Ainda há muito pouca informação sobre a doença. Ainda se estudou pouco. Ainda é também tabu. Enquanto leio algumas (poucas) coisas, penso na minha Mãe e nos problemas de saúde que já teve até hoje. Apetece-me chorar, mas não consigo! Mil e uma coisas me passam pela cabeça, referentes ao presente, ao passado e ao futuro.
Volto para casa e finalmente conto ao maridão, que me aguardava.
Falamos um pouco, explico e, de repente, lembramo-nos os dois do mesmo: a minha Mãe começou a escrever “as suas memórias” (chamemos-lhe assim) para a E.. Agora, entendo-o de outra forma, que não dói menos!

Nessa noite praticamente não dormi, não liguei para casa dos meua Pais pela noite, nem dei sinal no dia seguinte pela hora de almoço, como às vezes acontece. Fugiam-me as palavras e era dia de levar a E. pela segunda dolorosa vez a casa da Ama.

À hora de almoço, choro um pouco, sem me dar conta que o estava a fazer.
Na hora que a filhota lá ficou sozinha (deixei-a a dormir, daí ter custado menos), fui à florista onde costumo ir e peço-lhe para me fazer um ramo simples, um “miminho bem especial”, com 5 rosas brancas.
Passei em casa dos meus Pais e ofereci-o à minha Mãe, com um abraço bem apertado!

10.9.08

Núvem da Infertilidade



Porque é uma realidade cada vez maior e tantas vezes devastadora.
Porque tanta e tanta gente não tem noção.
Porque dei hoje um pulo à APF e estou em dívida convosco, a quem sempre estarei ligada de coração e braços abertos.
Porque é bom partilhar.
Porque fico feliz da palavra "ESPERANÇA" ser a mais forte!

Aqui fica o link para o blog.


Nota: Em breve volto a este meu cantinho. Apetece-me e estou de bem com a Vida!

29.8.08

Sol de pouca dura...



Sol de pouca dura... mas lá fora o sol brilha e eu insisto em não o ver!

Sinto-me novamente em baixo, cansada, com dificuldade em dormir e sem vontade de sair de casa... e farta de cá estar, também.
Cansada dos dias rotineiros que persistem em existir e eu em deixá-los permanecer assim.

Desorientada também com a falta de perspectivas profissionais, após a licença de maternidade, e sem iniciativa para inverter a situação.

Insegura com mil e uma coisas!
A passar pelos dias e pelo seu potencial imenso de cara baixa, lágrimas nos olhos, nó na garganta, com uma tristeza que me toma conta de todo o peito (todo o corpo?!) por não estar a reagir como desejo e sempre sonhei. Por não estar a aproveitar (nem deixar aproveitar) a minha filha como, acima de tudo, ela merece.

Muitos momentos não vejo "a luz ao fundo do túnel" e sinto-me um fardo, uma falhada, perdida num caminho que não conheço.

Há uns tempos uma amiga disse-me "Tens duas hipóteses: podes olhar para trás, daqui a 5 ou 10 anos e pensar: Consegui dar a volta! Fiz mil e uma coisas, expus-me aos meus mais íntimos medos, sofri que nem uma condenada, mas consegui... ou podes ver o contrário...".
Ela, como outras Amigas, acreditam que consigo várias coisas. A verdade é que... me falta a mim acreditar e isso está-me a matar aos pouquinhos.
Destas palavras tenho-me lembrado muito e já me fizeram arrebitar algumas veezs, mas não ultimamente, o que me deixa mais em baixo, mais de rastos, mais "vencida" e revoltada comigo mesma.

Hoje, agora, acabei por aqui verter palavras e emoções que me vão na alma e no coração. Sem contar.
Talvez me esteja a fazer bem.
A verdade é que tenho é de sair de casa e ir viver. Urgentemente!

Uma vez mais o medo. O medo de não conseguir! Mas para o saber há que tentar!
Primeiro vou ter de vencer a inércia que se está a apoderar de mim. Vou TENTAR vencê-la, que o sofrimento é grande, para todos!

25.8.08

Hoje





Hoje sinto-me tããão bem!

Desde que tive a minha filhota que tenho andado bastante cansada e muito mais desorganizada do que já sou por natureza.

Quase três meses depois, sinto que tive um dia em que "quem comandou as tropas" fui eu, sem ter ajudas externas, consegui fazer várias tarefas em casa com a minha deliciosa na espreguiçadeira a ouvir atentamente as minhas explicações e paleio (sem chorar e com direito a alguns sorrisos!), demos dois passeios ao ar livre (um deles numa zona nova, lindíssima de verde e água), estivemos com todos os Avós e conhecemos mais uma Tia-Avó.

Não me sinto cansada, não me sinto deprimida, não me sinto incapaz, não me sinto "uma merda de mãe".
Pelo contrário: sinto-me Mãe!, com tudo o que a palavra implica! Sinto-me completa ou algo parecido.

A minha pequenita já dorme.
Hoje faço eu "o turno da noite", ainda tenho de tirar leite (sim! 15 dias depois, voltei a poder dar-lhe o meu leite. Felizmente não secou até ao fim e dou-lhe um biberon de leite meu por dia!!) e fazer algumas coisas cá em casa.
A temperatura está excelente e vou dormir com umas belas "frinchas" do estor abertas, para me sentir mais fresca ainda.
Já tenho "programa" para amanhã e para 4ª feira e vou dar o meu melhor para que sejam dias tão agradáveis e serenos como o de hoje.

A verdade é que, independentemente de serem ou não... o dia de hoje foi muito especial!