22.9.07

É tão fácil falar do que não se sabe



É, sem dúvida, fácil falar do que não se sabe, se conhece ou se vive(u).
Dar palpites, opinar, sugerir.
É tão fácil magoar sem querer!!

A minha (pouca) esperança está-se a esfumar. À sensação de peito dorido que diminui, junto-lhe o péssimo humor de hoje e o “2+2” dá-me 4: tensão pré-menstrual. Tenho praticamente a certeza!

Ao final da tarde, num hipermercado da cidade, encontramos um casal conhecido e os seus dois filhos.
"Então, e quando é que vocês arranjam um? Já está na altura! Não querem?!"
Sem "passar pelo filtro" e já a fervilhar por dentro, sai-me "Não quero eu outra coisa há mais de dois anos. O pior é conseguir!"
"Ah (coloca a mão no meu ombro, com um ar entendido e maternal), mas olha que não podes ficar ansiosa! A sério! Tens de ir ao Dr. X. Dizem que ele faz milagres."
"Ai é?! Mas só se for para me mandar uma queca..."
Dou conta que já não sou eu a falar, que as palavras me saiem sem qualquer ponderação ou racionalidade. Sinto-me cada vez mais irritada, "cega", prestes a explodir.
Apetece-me encostá-la a uma prateleira e explicar-lhe tudo muito bem explicadinho. Mas há os filhos, os nossos cara-metade e... ups, a minha Mãe, que se apercebe de imediato que posso ser verdadeiramente indelicada. Afinal... Mãe é Mãe e esta não é diferente!

"Mas então porquê?"
"Infertilidade. Há uma doença que se chama infertilidade. No nosso caso, inexplicada. E há que assumi-lo. Para quê esconder?"
"Ah, vais ver que quando menos esperares engravidas."
Mas esta gente é mouca ou burra?! É um assunto de que nunca se fala, sei, estão desinformados. Mas eu acabei de falar... E o pior é que não estou em condições para informar ninguém. Sequer ver alguém.
"Sim, sim. É como dizer a uma pessoa que tem um cancro: Quando esqueceres a quimio vais ficar bem. Relaxa!"
Ao ponto a que eu cheguei!!!
"Mas olha que, então, há um bom no Porto."
"Sim, eu sei, obrigada! Já ando nisto há uns tempos, mas estamos a ser acompanhados noutro lado."
"Mas olha que a minha irmã, quando foi do segundo, também pensou que ía ter de voltar a desobstruir as trompas e ver da ovulação e com o Dr. X foi quando menos esperou e sem ter de fazer nada!"
"Que bom, acredita. Mas as minhas trompas estão bem, a ovulação também e com o ... também está tudo bem.", digo já um pouco mais calma e com vontade de ficar a falar, pois sinto que é com boa-vontade que tudo me é dito.

"Vem aí bebé?", salta o marido que o meu tentava disfarçadamente manter afastado da conversa.
"Não, não. Infertilidade, jovem!"
"Mas tu ou ele?"
"Nem um, nem outro. Ou melhor, os dois!"
"Então quer dizer que vocês, um com o outro, nada?!", diz a rir.
Aldra!!! Magoa, magoa, magoa!
E acrescenta. "Mas com outras pessoas..."
"É, era o que eu estava a dizer à tua mulher em relação ao Dr. X. Ou então começo aí a dar umas voltas!", respondo possessa.
"Ou ele. Bem , mas isso não te resolve o problema a ti."
"Não, mas resolve a ele, não é?", respondo bruta e cínica, com um sorriso amarelo nos lábios.
"Olha, aquela já fechou.", continua, apontando para a mulher.
"É, mas daqui a uns aninhos vou adoptar uma menina. É só eles crescerem um bocadinho mais." desenvolve ela. E prossegue: "Sempre quis ter uma menina, sabes? São tão lindas. Tu não?"
Tirem-me daqui. Tirem-me daqui. Tirem-me daqui.
Mando-a abaixo de Braga ou... que parte é que ela não percebeu?!
"Tenho lá umas vizinhas, duas meninas pequeninas, que sempre que chego do trabalho vêm a correr para mim. São uns amores!"
A sério? Nunca tinha imaginado tal cenário! Coisa estranha... Penso, mas calo. Não abro mais a minha boca, decidi.

Um pouco graças à minha Mãe, que já pegava numas coisas um pouco mais à frente, despedimo-nos.
Já sem os ver, digo alguns "Porquê?", "Como é que é possível?!", "Eu passo-me com esta gente.", "Arre gaita!! Mas as pessoas são burras? É assim tão difícil perceber?!" e oiço, num tom baixo e ponderado:
"Filha, as pessoas não sabem. Falam com boa intenção. Tantas vezes dizemos coisas sem querer..."
"Mas tantas vezes seguidas? Bolas!!", ainda digo, mas não obtenho resposta.

O resto das compras é feito de cara fechada. A vontade é que, com um desejado passe de mágica, apareça em minha casa, no meu quarto. Não ver ninguém e talvez chorar. Talvez?! Chorar sem dúvida, enquanto me rouo toda por dentro.

Deixamos a Mãe em casa. Nem lhe consigo responder se lá almoçamos amanhã ou não. Toco-lhe no braço e faço uma festa rápida (preciso senti-la!) e digo que ligo mais tarde.
Sigo pela circular, não há trânsito e acelero um pouquito mais. Preciso chegar a casa e ficar só, para sofrer e fazer as pazes (ou não) com tudo isto.
As compras são trazidas e arrumadas de uma forma flecha e decidida.

Antes de aquecer a sopa, vou à casa-de-banho colocar o relógio e olho para o espelho. Não quero/consigo/apetece olhar para a cara. É no peito que me centro e olho de relance a barriga.
Porque o peito tem vindo a doer desde a IIU e hoje praticamente não? Porque me iludi?
A tentar não sonhar, ía sonhando. Silenciosa em relação ao peito, ía saboreando a sensação e "amamentando a esperança".

Volto à cozinha e, quando me sento à mesa, também o meu cara-metade não consigo encarar. Sinto-me inferior, apesar de racionalmente saber não ter razões para tal.
Quando pego no talher, esbarro na caixa de Aspirina GR.
Não dá mais!
Afasto a caixa, poiso novamente o talher, levanto-me, sigo rumo ao quarto e atiro-me para cima da cama.
Para quê seis cápsulas vaginais e uma aspirina por dia? Para quê? Para quê?! Para prolongar e reforçar este sufoco de me iludir? Para, daqui a uma semana, o meu castelo ruir e ficar de rastos?
Apetece-me chorar, mas fico apática a olhar a parede do quarto.
Várias frases me vêm à cabeça. Várias angústias, outros tantos medos, um sem-fim de desgastes volta à tona.
"Até quando?", questiono-me.

Ele vem ter comigo.
Fechada na minha concha, deixo-o fazer-me festas no cabelo sem reagir. Mas algo me faz agarrar-lhe forte e carinhosamente uma mão, escondo a cabeça e choro baixinho.
Na cabeça e no coração a frase "A dor secreta da infertilidade".
Se as pessoas soubessem...

Sei que ainda faltam uns dias para o período vir, mas... não acredito.
Só que vou desejando, sonhando, combatendo. E dói-me, dói-me tanto!!

20 comentários:

kitty disse...

Amiga, deixaste-me de lágrimas nos olhos... Tantas e tantas vezes que nos cruzamos com gente desinformada que teima em magoar-nos da pior maneira. Mesmo explicando tudo, tim-tim por tim-tim, continuam estupidamente a dizer coisas que não queremos ouvir!
Sei que não são as minhas palavreas que vão diminuir a tua "dor secreta da infertilidade", até porque eu própria não estou no meu melhor, mas tenta acreditar... O péssimismo não ajuda!
Beijinho com muito mimo

Bem Me Queres disse...

Querida, é verdade que há gente que só diz barbaridades, mas tb não é menos verdade o que diz a tua Mãe. Por vezes as pessoas dizem disparates por não saberem lidar com a sua própria ignorância. Foi o que aconteceu com esse senhor. De tão envergonhado que ficou por não saber reagir sobre um assunto como a infertilidade, só lhe sairem anormalidades.
O facto de estares a poucos dias de saberes o desfecho da tua IIU tb não está a ajudar o teu estado de espírito. A sensibilidade está à flor da pele e sentes-te perder o controlo sobre ti mesma. Não te condenes por isso pois faz tudo parte de todo o processo.
Estaremos cá para te apoiar, para te ajudar a suportar essa gente mal informada.
Pensamento positivo, ok? E nada de pensar em sintomas pq eles não passam disso mesmo.
Beijinhos doces e mta sorte

Crónicas de Ariana disse...

Olá!

Vim até aqui através do blog "A espera de Kitty".
Não consigo ter palavras perante a dor que sentes. Nenhuma das palavras que proferir podem acalmar essa angústia, revolta, tristeza, sei lá!
Só acho que nunca deves desanimar, deves acreditar que vai ser possível.

Bjocas

TC disse...

Vinha aqui deixar um molho de palavras soltas, mas encontro o vosso carinho e fico a senti-lo, a sorver cada palavra que me é dirigida.
Obrigada a todas!

IC disse...

como uma de nós dizia "eles sabem lá o que é querer e não poder", custa, custa muito ouvir esses conselhos que como por milagre resolvem tudo, parece que nós somos umas tontas e gostamos de sofrer...tenta ignorar o mais possível e dar pouca importância, apoia-te em quem te ama e em quem te poder entender.
beijinhos e eu estou a torcer para o bom resultado desse tratamento!

Luna (Dina) disse...

mesmo sem tempo não poude ir embora sem te deixar um abraço forte e apertado. Não desesperes amiga entendo essa dor, mas tens que ter fé na tua força e na tua vontade de ser mãe e serás concerteza, porque vais ter essa força e vais lutar por isso.
Deixa la quem não entende....eu entendo e quem passa por isto entende iisso basta.

Força

Golfinho Filipa disse...

Minha querida, vim aqui parar através do blog da Kitty. Fiquei de lágrimas nos olhos, ao imaginar a tua dor, dor que também conheci, mas que tive a imensa sorte de conseguir superar. Não tenho palavras para te ajudar pois sei bem como é díficil, mês após mês, a esperança e depois a tristeza da desilusão. Hoje tenho já uma estrelinha a brilhar cá fora, quase a fazer um ano. Mas, acredita, ainda não hoje, ao ver uma grávida, me invade aquele sentimento mauzinho de inveja... A infertilidade é uma dor que não nos abandona nunca! Mesmo depois de a termos vencido! E tu, vais vencê-la também!!!! Desejo-te muita sorte!!!! Felicidades! Um beijinho grande e desculpa a "invasão"!

Tixa disse...

Minha querida como te entendo...só quem sofre de infertilidade sabe a dor que nos assola...uns dias mais...outros menos...mas sabes ainda há muita falta de informação...e a maioria das pessoas acha que pode dar palpites sem saber, ou melhor achando que sabe alguma coisa.
força, não desanimes, não procures sintomas... tem fé...só falta uma semana...
Um bj enorme enorme

stardust disse...

Amiga, na vida sempre aparecerá alguém que ainda que inadvertidamente nos magoará, hoje porque faz uma pergunta sobre infertilidade, amanhã sobre uma doença e mais tarde quem sabe até por um divórcio.

Temos de saber encarar tudo isso, e "qui ça" até fazer um pouco de humor negro. A mim desde que tive os bebés que me perguntam o porquê de ter tido gémeos, se tenho algum antecedente familiar. Quando estou mal disposta digo "porque sim!", quando estou bem disposta digo que foi de ttt... É fácil calar as pessoas, ficam logo caldinhas...

Por isso amiga, relaxa e acredita, não te destabilizes com pessoas exteriores, pensa só que hoje ou amanhã tudo vai correr bem para ti e daqui a pouco és tu que encontras alguém no supermercado a quem vais perguntar "Então e tu é para quando?"...

Beijocas

stardust disse...

Amiga, será inevitável encontrares alguém no teu caminho que em determinado momento da tua vida te coloca uma pergunta indiscreta. Hoje, acerca dos filhos que queres e não consegues ter, amanhã acerca de uma doneça que eventualmente tenhas e não queres falar, ou de uma relação que acabou e não queres recordar. Não significa que as pessoas pretendam magoar-te, e mesmo que seja esse o caso, tens de sair airosamente, ainda que por dentro estejas a sangrar.

Não te tortures por algo que não podes controlar. Desde que me nasceram os gémeos, levo sempre com a inevitável pergunta de "gémeos porquê, é de familia?", quando estou mal disposta digo que "gémeos porque sim!", quando estou bem disposta digo que foram de ttt. Aqui reparo que as pessoas não sabem onde se meter...

Tens de relaxar e acreditar, logo chegará o dia em que tu perguntarás a alguém "para quando o primeiro filho?"

Beijocas

Cresce barriguita...cresce!!! disse...

Bolas linda, vim aqui por acaso atraves da Kitty....bem que ela diz que se emocionou..eu tambem...porque tamnbem passei este sofrimento esta dor...esta raiva...!!!
Amiga muita coragem,
Muitos beijinhos

Pimpo & Pimpa disse...

Desculpa, não me conheces mas não resisto, li e chorei. Vim aqui parar após uma visitinha ao bolg da Kitty, que também não conheço... Felizmente não sei o que é essa dor, a de não conseguir ter filhos. Só te posso desejar muita força e sorte. BJS

Mary disse...

Querida

Sem querer entrei no teu blog e vi o teu desespero e lembrei-me tão bem por tudo o que passei e tenho passado. Neste momento e após 1,5 ano de ter feito a inseminação, já levo as coisa de outra maneira, não vale a pena andarmos a desgastarmos , temos a infertilidade, que fazer? Andava também muito amargurada, mas tive de por um basta no assunto.
Vai com calma, as pessoas não compreendem, eu normalmente respondo logo " estão esgotado para estes lados" e a conversa já não avança, eu compreendo que as pessoas querem o nosso bem, como não passaram pelo mesmo, para elas tudo é muito fácil.
Não sei se te ajuda, mas optei pelo caminho da adopção, sempre quis então já foi um passo dado, pensa nisso com carinho.
Um beijo
Isa

Sem Desistir disse...

Infelizmente a ignorância das pessoas faz-nos sofrer. Mas a realidade é essa e ninguém tem culpa de sofrermos de Infertilidade, não é?
Mas, podemos sempre contornar as conversas de forma a não ouvirmos o que não queremos.
bjs

AS disse...

Felizmente não posso dizer que sei o que estás a passar. Mas alguém que me é muito próximo passou pelo que estás a passar por isso tenho uma ideia. Digo-te, embora não te conheça, o que lhe disse a ela: ser mãe não é dar à luz, é quem dá amor. Eu sei que deves estar a pensar "pois, pois isso é muito bonito", mas a verdade é que a minha amiga adoptou dois irmãos, uma menina de 3 e um menino de 1 e é tão feliz como eu. Claro que, muito de longe a longe, suspira porque não são filhos biológicos mas ela diz que esses suspiros são compensados pelas gargalhadas que lhe apetece dar quando alguém lhe diz que são parecidos com ela. :) Felicidades!

Aninhas disse...

Oi, é a primeira vez que cá venho! cheguei aqui pelo blog da Kitty... Muitas emoções se destravam ao ler as tuas palavras, Partilho sentimentos e sensações! E bem sei como teimam as pessoas em falar do que não sabem, e magoar, umas vezes sem querer e outras mesmo querendo.

Revejo-me em cada palavra, e penso o mesmo quando me abordam, mas sou dakelas que pensam mas não respondem nem mesmo quando devia...

É algo que é nosso e que quem nunca viveu a infelicidade de passar por isso nunca saberá o quanto doi. Quantas noites com o mesmo olhar apático e vazio... tantas, muitas mais do que gostaria de lembrar. POr aqui descobri que não estou só! Coragem, é algo que também nos caracteriza! Acredita...

Beijoka

Isis disse...

Tal e qual! Nem sei que dizer...é assim mesmo.
A minha afilhada mais recente vai ser batizada este domingo. Adoro-a, como é lógico! É filha dos meus melhores amigos e tem uma irmã mais nova (ela 4 a irmã 18 meses) e adoro-a também. Claro que adoro os pais e eles sabem da nossa doença, e tentam reconfortar-nos mas a verdade é que eu sinto que nem imaginam o que sentimos e por conseguinte nem sempre sabem como "lidar" connosco". Na semana passada fui com a minha amiga comprar as "tralhas" para o batizado e já não estava com ela há algum tempo...quando dei por mim, e pela 1.ª vez, estava a bater na tecla da infertilidade e há mais de 2 horas...senti-me péssima! Parecia que me estava a lamentar da minha "má sorte". Que angústia.
Depois tenho um casal amigo grávido mas ele não queria de todo este bebé...e eu a pensar "dá Deus nozes...", hoje verbalizei este pensamento com uma colega e senti-me a pior mulher à face da terra. Não posso deixar que a minha doença me tolde...mas há momentos em que já não consigo!

Desculpa linda! Este blog é o teu e eu abusei...mas saiu-me sem querer!

Um beijo muito grande a muita Paz.
Isis

anna disse...

Deve ser muito complicado falar desse assunto a outras pessoas, mas não acho que sejam seres humanos insensiveis nem acho que seja caso de os "condenar" assim tanto! Sabes que as pessoas tentam animar, tentam confortar, dar esperança, foi o que vi nas palavras desse casal (mais da mulher, que o homem falou em tom mais brincadeira) e ela até mesmo ao falar em adoptar a menina estaria a dizer-te indirectamente para fazeres o mesmo, aposto. Eu não acho que seja com má intenção nem acho que as pessoas pensem que podem magoar. É na hora, dizem aquilo que lhes vem à ideia, não há tempo para pensar, só têm uma coisa em mente: tentar confortar e dar esperança e por vezes magoam.
Para quem sofre da doença, é fácil perceber o que os outros com a mesma doença sentem, é fácil medir as palavras antes de falar, mas para quem não sabe o que isso é, é impossivel compreendar ao ponto de pensar muito bem antes de dizer qualquer coisa. Por vezes as pessoas até ficam desconfortáveis pois não sabem o que dizer. Já me aconteceu a mim, e as minhas palavras foram parecidas com as dessa mulher... sem qualquer maldade, sem qualquer intenção de provocar ou magoar...
Não leves a mal!
Força na tua luta, espero que um dia alcances o teu desejo
Beijinhos

Happy Belly disse...

Olá,
sou mais uma paraquedista, vim cá parar através de outro blogue.
Para nós mulheres é um assunto muito sensivel e a tua dor fácilmente se torna minha. Espero também a minha esperança se torne tua.
Desculpa-me se estiver a intrometer-me mas decidi escrever apenas para te dar uma direcção. É a minha forma de tentar ajudar. A Kuantos Meses é a clínica, em benfica, onde eu faço acupunctura por causa da minha coluna, em conversa falei com a médica sobre dificuldade em engravidar. Ela contou-me algumas histórias de sucesso através da acupunctura.
O telefone é 210 158 918 . A médica é a Drª Sandra Sofia, uma pessoa doce e amorosa.
Mais uma vez desculpa, sei que as pessoas devem opinar muito. Mas não podia deixar de dar esta direcção.
Tudo de bom para ti.

TC disse...

Anna:
É claro que não levo a mal. Acho que já me conheces um bocadito.
Aliás, de cabeça fria sei que´ela tentou mostrar-me uma luz ao fundo do túnel e ele ficou em "estado de parvalheira" por não saber por onde sair.
De forma alguma estou chateada com eles. Foi o momento, o pós e, acima de tudo, a bomba relógio que ando.
Quanto a magoar de propósito, tenho o exemplo da minha sogra, que muito me magoou e eu muito incrédula e revoltado fiquei, mas que hoje, cada vez mais informada, já não me magoa e sinto imensos remorsos por ter alguma vez pensado que ela o fazia de propósito ou por falta de sensibilidade.
Se já não o tivesse feito, ter-me-ías chamado à razão e só te posso agradecer por isso.
Mas este blog é exactamnete o que coloquei no topo: o meu refúgio para os momentos menos bons, como um diário. Só que há quem leia, está aberto e tu és sempre muito benvinda.
Happy Belly:
Obrigada pelas tuas dicas. Vivo bastante longe de Lisboa. Aqui também há acunpunctura séria e, quem sabe, um dia recorro.
Agora vou descansar. Fiquem todas bem!